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Turbinectomia / turbinoplastia

Cirurgia das conchas nasais

A turbinectomia e a turbinoplastia são cirurgias que reduzem o volume das conchas nasais quando elas estão aumentadas e dificultam a respiração. Aqui você entende quando são consideradas e o que se tenta antes.

O que é

As conchas nasais, também chamadas de cornetos, são estruturas de osso cobertas por mucosa, um revestimento úmido que fica dentro do nariz. Elas aquecem, umedecem e filtram o ar que respiramos.

A mucosa das conchas incha e desincha naturalmente ao longo do dia. Em algumas pessoas, ela fica aumentada de forma persistente, o que se chama hipertrofia. A causa mais frequente é a rinite, alérgica ou não, mas resfriados, sinusite crônica, alterações hormonais e alguns medicamentos também podem contribuir.

Na cirurgia, o volume das conchas é reduzido para abrir espaço para o ar. A turbinoplastia busca diminuir o tamanho preservando o revestimento e a função da concha. A turbinectomia retira parte dela. A técnica é escolhida para cada caso.

Quando é indicada

A cirurgia pode ser considerada quando o aumento das conchas causa sintomas que não melhoram com o tratamento clínico bem conduzido, como:

  • nariz entupido de forma constante ou alternando de lado;
  • piora do entupimento ao deitar;
  • respiração pela boca e ronco durante o sono.

A avaliação inclui o exame do nariz em consulta e, quando necessário, a nasofibroscopia.

Quando não é o caso

Na maioria das vezes, o primeiro passo é tratar a causa do inchaço, sem cirurgia. Isso pode incluir:

  • lavagem nasal com soro fisiológico;
  • sprays nasais prescritos pelo médico;
  • investigação de alergia com o prick test, quando há suspeita de rinite alérgica;
  • imunoterapia, tratamento que reduz a sensibilidade do organismo ao que causa a alergia, quando indicada.

Descongestionantes nasais em spray não devem ser usados por conta própria por mais de poucos dias. O uso prolongado pode piorar o inchaço e causar dependência.

Mesmo após a cirurgia, o tratamento da rinite costuma continuar. A cirurgia atua no espaço para o ar, não na causa da alergia.

Como é feita

O procedimento é feito por dentro do nariz, pelas narinas, sem cortes no rosto. Com frequência, é realizado junto com a septoplastia, quando também há desvio do septo. A anestesia, a técnica e a necessidade de internação são definidas e explicadas na consulta pré-operatória.

Preparo

Exames, jejum e ajuste de medicações são orientados na consulta pré-operatória. Informe os remédios de uso contínuo e as alergias conhecidas.

Recuperação e cuidados

Os cuidados são semelhantes aos da cirurgia do septo e são confirmados pela equipe para cada paciente. De forma geral:

  • repouso com a cabeceira elevada nas primeiras 24 horas;
  • secreção com sangue nos primeiros dias e nariz tampado pelo inchaço são esperados;
  • não assoar o nariz e espirrar com a boca aberta;
  • lavagem nasal com soro fisiológico, no dispositivo orientado, para evitar crostas;
  • evitar esforço físico até a liberação, e comparecer aos retornos para limpeza e avaliação.

Ressecamento e crostas podem ocorrer durante a cicatrização. Fale com a equipe em caso de febre acima de 38 °C ou dor forte.

Como agendar

O primeiro passo é uma consulta para avaliar o nariz e a rinite. Agende pelo WhatsApp com a nossa recepção.

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Conteúdo educativo. Não substitui a avaliação médica.

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Dr. Mateus Capuzzo e Dra. Laís Botacin de jaleco, conversando
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