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Apneia do sono: um problema nem tão silencioso

Sono

Quem ronca alto quase nunca percebe o próprio ronco. Muitas vezes é quem dorme ao lado que nota as pausas na respiração. Este texto explica o que é a apneia do sono, quais sinais merecem atenção em adultos e crianças e como ela é investigada e tratada.

O que é a apneia do sono

A apneia obstrutiva do sono acontece quando a via aérea, o caminho por onde o ar passa no nariz e na garganta, se estreita ou se fecha durante o sono. Com isso, a respiração para por alguns segundos, várias vezes ao longo da noite.

A cada pausa, a oxigenação do sangue pode cair e o sono é interrompido, mesmo que a pessoa não acorde de fato. O resultado é uma noite menos reparadora e um esforço maior para o coração e a circulação.

Sinais em adultos

O ronco sozinho nem sempre significa apneia. Mas alguns sinais, principalmente quando aparecem juntos, merecem avaliação:

  • ronco alto, na maioria das noites;
  • pausas na respiração percebidas por quem dorme junto;
  • acordar engasgado ou com sensação de falta de ar;
  • sono que não descansa, mesmo depois de horas na cama;
  • sonolência durante o dia, inclusive ao dirigir;
  • dor de cabeça ao acordar, boca seca ou garganta irritada pela manhã;
  • dificuldade de concentração e alterações de humor.

Sinais em crianças

A criança também pode ter distúrbios respiratórios do sono, e os sinais nem sempre são os mesmos do adulto. Fique atento se o seu filho:

  • ronca alto na maioria das noites, às vezes com engasgos ou bufadas;
  • respira pela boca ou faz pausas na respiração durante a noite;
  • faz xixi na cama à noite;
  • fica irritado, sonolento ou agitado durante o dia;
  • tem dificuldade de atenção ou de rendimento na escola.

Nas crianças, uma causa comum é o aumento das amígdalas e da adenoide. A adenoide é um tecido de defesa que fica no fundo do nariz, e as amígdalas ficam no fundo da garganta. Quando estão grandes, podem estreitar a passagem do ar durante o sono.

Por que vale a pena investigar

A apneia não tratada pode contribuir para pressão alta, doenças do coração e acidente vascular cerebral (AVC). A sonolência durante o dia também aumenta o risco de acidentes no trabalho e no trânsito.

Na criança, o sono de má qualidade pode interferir no comportamento, na atenção e no crescimento. Por isso o ronco frequente não deve ser visto apenas como um hábito.

Como é feito o diagnóstico

A avaliação começa na consulta, com perguntas sobre o sono e o exame do nariz, da boca e da garganta. A nasofibroscopia, um exame feito com uma câmera fina e flexível, ajuda a ver por dentro o nariz e a garganta e a localizar pontos de estreitamento.

O exame que confirma a apneia é a polissonografia, também chamada de exame do sono. Durante uma noite, sensores colocados no corpo registram a atividade cerebral, a respiração, a oxigenação do sangue, os movimentos e o ronco, enquanto você dorme normalmente. Os dados são analisados depois para identificar alterações no sono.

Na criança, o diagnóstico muitas vezes se apoia na história contada pelos pais e no exame físico. A polissonografia é indicada conforme o caso.

Quais tratamentos existem

O tratamento depende da causa, da gravidade e de cada pessoa. Em geral, ele combina mais de uma medida:

  • Estilo de vida: perda de peso quando indicada e cuidado com bebidas alcoólicas e remédios que dão sono, que podem piorar a obstrução.
  • CPAP: um aparelho que envia ar sob pressão suave por meio de uma máscara, mantendo a via aérea aberta durante o sono. Saiba mais sobre a adaptação de CPAP.
  • Tratamento do nariz: cuidar de alergia, inflamação ou obstrução nasal, como o desvio do septo, pode facilitar a respiração.
  • Aparelho intraoral: um dispositivo feito sob medida, usado na boca durante o sono, que posiciona a mandíbula para a frente.
  • Cirurgia, em casos selecionados: procedimentos na garganta, como a faringoplastia, ou no nariz, quando a avaliação indica.

Na criança com amígdalas e adenoide aumentadas e sintomas importantes, a adenoamigdalectomia, a cirurgia que retira esses tecidos, costuma ser a primeira opção de tratamento. Casos leves podem apenas ser acompanhados. A decisão é sempre tomada em consulta.

Quando procurar o otorrino

Procure avaliação se você ou alguém da sua casa:

  • ronca alto na maioria das noites;
  • tem pausas na respiração percebidas por outra pessoa;
  • acorda engasgado ou sente sono excessivo durante o dia;
  • cochila ao dirigir ou em situações em que precisa estar atento;
  • no caso das crianças, ronca, respira pela boca ou tem mudanças de comportamento sem outra explicação.

Como agendar

A equipe avalia o nariz e a garganta, indica os exames necessários e conversa com você sobre as opções de tratamento para o seu caso. O agendamento é feito pelo WhatsApp, com a nossa recepção.

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Conteúdo educativo. Não substitui a avaliação médica.

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Dr. Mateus Capuzzo e Dra. Laís Botacin de jaleco, conversando
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